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»  - 31/05/11

O Brasil perdeu 31.195 hectares (311,95 km²) de Mata Atlântica entre 2008 e 2010, mas houve redução de 55% no ritmo de desmatamento desse bioma, informaram nesta quinta-feira (26) a organização SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ao apresentarem um novo atlas feito a partir de imagens de satélite.

A área desmatada equivale a 194 vezes o Parque Ibirapuera, em São Paulo. A redução de 55% ocorreu em relação ao período entre 2005 e 2008, coberto pela análise anterior, numa comparação anualizada.

“Comemoramos, mas temos que fazer um alerta porque identificamos perdas de florestas principalmente nas matas secas de Minas Gerais e da Bahia. Os dois municípios que perderam mais área estão nessas matas secas”, diz Márcia Hirota, uma das coordenadoras do Atlas da Mata Atlântica.

Essa paisagem natural brasileira é uma das mais ricas em biodiversidade, e até 60% de suas espécies de plantas são endêmicas, ou seja, só existem ali. Ao mesmo tempo, se estende pela porção mais populosa do país. Na área que originalmente ocupava, atualmente vivem cerca de 112 milhões de pessoas.

Com os dados atualizados, sabe-se que restam 7,9% da cobertura original da Mata Atlântica no Brasil, considerando áreas acima de 100 hectares (1 milhão de metros quadrados). Levando em conta os pequenos fragmentos de mata, com no mínimo 3 hectares (30 mil metros quadrados), restam 11,62%. “Está bem abaixo do que deveríamos ter”, avalia Marcia.

Minas lidera desmatamento – Minas Gerais é o estado que mais destruiu o bioma nesse período: foram 12.467 hectares (124 km²) de desflorestamento. A Bahia vem logo em seguida, com 7.725 hectares (77 km²). Nove dos dez municípios com mais desflorestamento estão nesses dois estados.

Na composição do atlas, foram avaliados 16 dos 17 estados que detêm pedaços de Mata Atlântica. Apenas o Piauí ficou de fora, porque os critérios sobre a formação dessa vegetação no estado estão indefinidos.

Código Florestal – A SOS Mata Atlântica atribui a queda do ritmo de destruição em parte à criação da Lei da Mata Atlântica, em 2006, que definiu a extensão e o uso da vegetação do bioma. É por isso, segundo a organização, que a aprovação do novo Código Florestal na Câmara gera preocupação, já que, em alguns pontos, o texto flexibiliza o uso da terra.

O problema do Brasil não é a lei. É a falta de capacidade de aplicar a lei”, avalia Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da ONG. “O que aconteceu com a Mata Atlântica não precisa acontecer com a Amazônia, com o Cerrado. Tivemos um modelo errado de ocupação. [O Código Florestal] é uma volta ao passado. A anistia [a quem desmatou antes de 2008] não vai melhorar nossa performance. É uma ‘deseconomia’”, avalia.

Fonte: Globo Natureza

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