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»  - 11/11/11

Cientistas norte-americanos desenvolveram uma metodologia que prevê com pelo menos seis meses de antecedência se o período de queimadas na floresta amazônica será grave a partir da medição da temperatura dos oceanos Pacífico e Atlântico.

O estudo, publicado nesta quinta-feira (10) pela revista “Science”, analisou dez anos imagens do satélite Modis, da Agência espacial norte-americana (Nasa) e utilizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para analisar o desmatamento do bioma e os focos de calor que atinge a floresta em tempo real.

Segundo o artigo, os anos de 2005, 2007 e 2010 foram os que tiveram grave estiagem e que registraram recorde no número de queimadas nos principais estados da Amazônia Legal e no departamento (estado) de El Beni, na Bolívia, coincidiram com o aumento da temperatura nos oceanos Pacífico e Atlântico, em decorrência do fenômeno climático denominado “El Niño”, classificado pelos estudiosos como uma anomalia.

Baseado nisso, foi constatado que o aquecimento da superfície do mar afasta a Zona de Convergência Intertropical sobre a porção norte da América do Sul, responsável pela formação de chuvas na região e que, por isso, impacta no regime pluvial da região.

Anomalia climática – Segundo Douglas Morton, pesquisador do Departamento de Ciências Biosféricas da agência espacial americana (Nasa), o resultado do estudo foi inesperado, pois percebeu-se que o clima influenciava muito mais nas queimadas do que se imaginava.

“Pudemos perceber a influência desta anomalia principalmente na porção leste e na região sul, considerado o arco do desmatamento (entre Rondônia, Amazonas e Mato Grosso). Felizmente, o que descobrimos também é que este fenômeno ocorre em períodos que antecedem de três a seis meses o início das queimadas. Isso nos permite criar uma forma de planejamento para combater as queimadas no país”, afirma Morton ao Globo Natureza.

O período de forte registro de incêndios na floresta (principalmente no cerrado e na Amazônia) normalmente se inicia em junho.

Parcerias – De acordo com Morton, após o desenvolvimento desta ferramenta o próximo passo será coordenar uma parceria entre a comunidade científica e os governos sul-americanos para que essas informações cheguem e que ocorra a preparação de equipes de combate a incêndios.

Ele afirma ainda que ações para reduzir o desmatamento e as emissões de carbono por conta da retirada de mata nativa deveriam ser mais incrementadas por meio de programas conhecidos como REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação). “Não somente para o Brasil, mas para todas as florestas tropicais”, explica.

No Brasil, segundo o sistema de monitoramento de queimadas e incêndios no Inpe, entre 1º de janeiro e 9 de novembro de 2010 foram registrados 185.316 focos de calor. No mesmo período deste ano, o número caiu para 113.915 (queda de 38%), sendo que 32.336 ocorreram na Amazônia Legal.

Fonte: Globo Natureza

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