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»  - 14/07/12

Pesquisadores internacionais afirmam em estudo que é necessário reforçar a gestão ambiental da Antártica e proteger melhor o último grande lugar “deserto” do planeta das atividades humanas.

Segundo a investigação científica publicada nesta quinta-feira (12) na revista “Science”, a proteção maior é necessária para combater ameaças como o degelo, aumento do turismo, pesca, poluição e invasão de espécies rasteiras, além de uma potencial exploração de petróleo e gás natural nas áreas ao redor.

O estudo, que teve a participação da Universidade Texas A&M, dos Estados Unidos, afirma ainda que o sistema do Tratado da Antártica, conjunto de acordos internacionais para proteção do continente que reúne 50 países, está sob pressão por conta da mudança do clima e dos interesses de governos por recursos naturais.

A Antártica possui 90% da água doce do mundo em estado sólido e é um dos locais fundamentais para pesquisas que ajudarão a compreender como o ser humano pode vencer os desafios existentes hoje na Terra, afirmam os cientistas.

De acordo com Mahlon “Chuck” Kennicutt II, oceanógrafo que liderou a pesquisa e presidente do Comitê Científico sobre Pesquisa Antártica (Scar, na sigla em inglês), o Polo Sul serve como “termostato” para o planeta, por ser sensível, assim como o Polo Norte, às oscilações de temperatura, respondendo rapidamente a qualquer alteração no clima.

Uma proteção obrigatória e mais rígida – O grupo de cientistas sugere repensar um novo tratado para a Antártica que proíba a exploração de petróleo ou gás, já que ainda não há grande interesse das empresas de energia em investir nesta área – além da ausência de tecnologias para este ambiente.

Além disso, ressalta a importância que a Antártica terá se as calotas polares continuarem a derreter e elevar o nível dos oceanos. Investigação recente publicada na “Nature” afirma que os Estados Unidos, por exemplo, o nível do mar poderá aumentar até quatro vezes mais rapidamente do que a média mundial.

Se o aquecimento continuar, o nível do mar nesta parte da costa atlântica poderá aumentar, até 2100, 30 cm, mais que o aumento de 1 m em média em nível mundial calculado pelas projeções científicas.

“São precisos acordos e práticas que respondam a essas ameaças de forma robusta o suficiente para durar os próximos 50 anos. E que eles forneçam uma proteção necessária à Antártica”, explica Kennicutt, em comunicado divulgado.

Fonte: Globo Natureza

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