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»  - 19/02/13

A região ártica atingiu seu ponto recorde de degelo em setembro de 2012: a cobertura congelada ocupou uma área 18% menor do que em 2007, ano em que havia sido registrada a menor superfície até então. Os 3,4 milhões de quilômetros quadrados representam uma marca 50% inferior que a média das décadas de 1980 e 1990. A situação é apontada com um dos problemas ambientais mais preocupantes pelo décimo relatório anual do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), publicado nesta segunda-feira.

O documento trata de outras questões ambientais emergentes, como o crescimento das populações urbanas e a caça de animais selvagens na África. O relatório alerta ainda para a necessidade de uma pesquisa ampla sobre os danos causados pela contaminação química em todo o mundo. “O relatório anual é uma revisão dos principais eventos e desenvolvimentos do ano relacionados ao meio ambiente, mas também é uma forma de apontar as questões emergentes. Também oferecemos uma atualização em importantes indicadores”, explica a coordenadora do documento, Tessa Goverse.

A questão do Ártico é tratada sob uma perspectiva global e ilustra de forma visível os efeitos do aquecimento global. Tessa cita o aumento dos níveis dos oceanos em três milímetros todos os anos como uma relação direta das perdas nas calotas polares. Além disso, a incidência de fenômenos climáticos mais severos tende a aumentar.

O derretimento das geleiras cria uma reação em cadeia, como explica o relatório. As camadas congeladas funcionam como espelhos e refletem cerca de 85% da radiação solar. Com menos área congelada, mais calor é absorvido: as superfícies de águas escuras refletem apenas 10% da radiação e absorvem o restante do calor.

Além disso, as geleiras armazenam grandes quantidades de metano e seu derretimento libera o gás na atmosfera, contribuindo para o efeito estufa. Embora o documento aponte que a região ártica apresente um aquecimento duas vezes superior à media global, a redução na emissão de gases do efeito estufa tem uma relação direta com o problema.

Químicos – O relatório faz ainda uma chamada para combater a poluição química. Dados indicam que o uso de químicos tem se deslocado de países industrializados para nações em processo de desenvolvimento ou países com economia em transição. Entre os efeitos diretos da contaminação por esses agentes estão doenças infecciosas, câncer, doenças cardiovasculares, respiratórias, de pele, neurológicas, disfunções reprodutivas e do sistema imunológico, diz o estudo.

Além do uso direto de químicos, resíduos eletrônicos representam um problema crescente. Embora possam ser em sua maioria reciclados, equipamentos velhos podem liberar substâncias contaminantes altamente nocivas se não receberem o cuidado adequado.

“O ambiente ainda está sob uma pressão muito grande quanto ao uso dos recursos naturais, a degradação de ecossistemas”, avalia Tessa. No entanto, ela aponta sinais positivos e diz que o relatório é um instrumento. “Usamos os dados e evidências científicas que temos sobre o que está acontecendo e quais são os riscos e tentamos preencher as lacunas em diferentes níveis – países, indústria, pesquisa – e apontar os melhores mecanismos para a tomada de decisões que possam possibilitar a solução de problemas ambientais”, explica.

Exemplos positivos – Apesar dos dados alarmantes, o documento apresenta avanços e faz um retrospecto de 2012, com destaque para a conferência Rio+20. “Foi o maior evento para verificar os progressos”, avalia Tessa. Para ela, um exemplo positivo a ser citado é o avanço na proteção da camada de ozônio. Os 25 anos da celebração dos primeiros acordos internacionais nesse sentido são lembrados na abertura do relatório. “Leva tempo, mas é possível”, acredita a coordenadora.

Na sua opinião, existe um esforço consolidado em torno de algumas questões. “Cerca de 90% de todos os países do mundo assinaram algum ou alguns dos maiores tratados internacionais de proteção ambiental”, aponta. Para ela, é preciso o apoio de todos os agentes envolvidos e de todo o mundo para que se possa construir um futuro sustentável.

Fonte: Terra

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